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sábado, 26 de setembro de 2009

Matrícula do semestre 2009.1

Nesta ultima semana aconteceu a matrícula para o semestre 2009.1 no Colegiado de Ciências Contábeis, dos dias 21 a 23 de setembro. Cabe aqui uma pergunta ao Colegiado: Por que divulgar a matrícula dizendo que só seria no dia 21 ?
Ficou claro para quem esteve lá na segunda-feira que o que prevaleceu foi a bagunça completa, para que os estudantes fazem pré-matrícula se no dia da matrícula de fato não tem nada pronto ?

Bagunça e incompetência reinaram naquele dia.

Rafael Lima de Freitas
Presidente do DA

terça-feira, 12 de maio de 2009

Representação Discente

Nessa última segunda-feira, 11/05, tomaram posse os Representantes Discentes de Ciências Contábeis para o Departamento de Ciências Sociais Aplicadas, eleitos na eleição ocorrida no fim
do ano passado.


Cabe agora uma reflexão muito crítica sobre o andamento dessa reunião e sobre a representação de nós, estudantes. É evidente a importância da participação nossa nesses espaços de discussão, é uma forma de aprendizado, experiência e sobretudo de percepção de qual importância os professores nos dão. Professores estes que, na sua maioria, agem de acordo com suas conveniências e interesses, esquecendo dos seus papeis de educadores.

A nossa participação é muito importante, como foi justificada acima, mas será que os professores acham isso também ?


Rafael Lima de Freitas
Presidente do DACONT

sexta-feira, 20 de março de 2009

CRIMINALIZAÇÃO DAS LUTAS SOCIAIS: UM PADRÃO DE COBERTURA DA MÍDIA BRASILEIRA

Carta aberta do Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social

Entre o final de fevereiro e início de março, a mídia corporativa iniciou mais uma campanha contra o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Telejornais, jornais impressos, revistas, rádios e sites da internet pertencentes aos grandes conglomerados de mídia dedicaram-se a difundir sua indignação com os agricultores sem terra. As colunas de muitos articulistas e, especialmente, os editoriais destes veículos, transformaram-se em verdadeiros canais destiladores do preconceito e da ira.

Duas matérias veiculadas em seqüência no domingo (01/03) por um dos principais programas da TV Globo, o Fantástico, demonstram o grau de sofisticação desta campanha ideológica. Uma matéria mostrava um beneficiado pela reforma agrária tentando vender um lote que conquistou; a outra abordava o desmatamento promovido em um assentamento na Amazônia. Em meio a um turbilhão de denúncias contra o MST, seria mera coincidência a exibição de duas matérias expondo as contradições da reforma agrária – feita de forma incompleta e improvisada pelo Estado brasileiro – em um dos programas de maior audiência da TV brasileira, ainda que sem citar nominalmente o movimento? Certamente não.

A campanha da mídia é uma das muitas facetas do processo de ataque em curso contra o MST. No Rio Grande do Sul, este processo de perseguição é encabeçado pelo promotor do Ministério Público gaúcho Gilberto Thums e pela governadora Yeda Crusius (PSDB), que juntos ordenaram o fechamento de escolas do MST no início do ano letivo de 2009. Tal campanha se alimenta também das declarações da conservadora União Democrática Ruralista (UDR), do secretário de Justiça do Estado de São Paulo, Luiz Antonio Marrey, e, sobretudo, do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Gilmar Mendes.

Causa espanto observar o maior chefe da Justiça brasileira aderir sem pudores à militância e ao discurso ideológico da direita brasileira. Ele cobra agilidade nas investigações dos recursos públicos destinados aos sem terra. Tal atitude, contudo, não foi verificada quando grandes empresas e fazendeiros, também beneficiados pelo dinheiro público, estiveram envolvidos direta ou indiretamente com a morte de centenas de trabalhadores rurais, sindicalistas e missionários, com a contaminação e destruição do meio ambiente, o trabalho escravo e o infantil, a expulsão de comunidades tradicionais de suas terras, a grilagem, a corrupção de políticos e de funcionários públicos. Não podemos esquecer também da benevolência e tratamento dispensado ao banqueiro Daniel Dantas, por duas vezes preso e por duas vezes solto pelo mesmo STF. Mais espanto ainda causam os meios de comunicação ao cobrirem de forma acrítica as declarações de Gilmar Mendes.

Estas articulações políticas conservadoras, às quais os grandes grupos de comunicação brasileiros estão historicamente ligados, tornam estes veículos incapazes de refletir os problemas do povo brasileiro. Todos os espaços dedicados às denúncias contra o MST tratam o tema como um caso de polícia, mas não há uma reflexão mais profunda sobre a questão agrária no Brasil, que aborde os sem terra como um problema social, herdeiros de uma dívida histórica do Estado brasileiro. Não se fala que nosso país é o segundo, em todo o mundo, em concentração de terras.

Não se fala que em um país com uma infinidade de terras férteis, milhares de brasileiros continuam a ser expulsos do campo, enquanto outros milhões ainda padecem de fome.

Não se fala que os sem terra têm nas ocupações um método de luta social para fazer avançar a reforma agrária. Não se fala que uma medida provisória que impede o repasse do Estado a cooperativas agrícolas ligadas a movimentos que ocupem terras tende a punir, na verdade, cooperados e assentados que já estão nas terras, além de atravancar o processo de reforma agrária e prestar um desserviço aos interesses do país, por impedir o desenvolvimento dos assentamentos.

Não se fala, também, que é ao redor da monocultura das grandes propriedades que se concentram as áreas de maior índice de violência no campo, fazendo do agronegócio o grande gerador de conflitos e mortes no meio rural. Por outro lado, o mesmo agronegócio, financiador assíduo da grande mídia, é exaltado como modelo de desenvolvimento.

Tão importante quanto apurar os responsáveis e circunstâncias da morte de quatro pistoleiros a serviço de fazendeiros é não deixar de noticiar e de se apurar devidamente as dezenas de mortes de sem terra, de indígenas, de quilombolas, de lutadores da reforma agrária e dos direitos humanos no campo brasileiro. É importante saber também por que as contradições da reforma agrária são tão exploradas e atacadas, e pouco se fala dos problemas gerados pelo modelo de monocultura, pela grilagem de terras, pelas milícias dos produtores rurais, pela destruição do nosso ambiente ou pela violência que reina no interior do país a mando de grandes fazendeiros.

Nós do Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social acreditamos que isso acontece porque a mídia não é democrática no Brasil. Porque a comunicação no país hoje está em mãos de pouquíssimos grupos privados, cada vez mais poderosos. Porque esses grupos não possuem ligação com o povo brasileiro, com seus interesses, objetivos, sonhos e esperanças.

Para nós, a luta do povo brasileiro por seus direitos não pode mais ser criminalizada, nem pelos meios de comunicação, nem pelo Estado. Deve, ao contrário, ser entendida como uma necessidade histórica de transformações sociais há muito esperadas e adiadas em nosso país.

Infelizmente, os meios de comunicação têm se mostrado incapazes de promover uma reflexão aprofundada e um debate democrático, a partir de múltiplas visões, sobre a estrutura agrária e o modelo de desenvolvimento do país. A todos aqueles que desejam ver no Brasil uma verdadeira democracia, deixamos o convite para engrossar as fileiras do movimento pela democratização das comunicações no país – que em 2009 vivenciará a primeira Conferência Nacional sobre o tema.

Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social

Março de 2009

Fonte: http://www.intervozes.org.br/

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Dois Caminhos - Correio Caros Amigos

Por Marcelo Salles (*)

Três fatos históricos ocorridos em menos de duas semanas resumem, em grande parte, o que foi 2008 e indicam as possibilidades para os anos seguintes.No dia 20 de dezembro a Bolívia foi declarada território livre de analfabetismo,no dia 27 o governo israelense iniciou um ataque que assassinou centenas de palestinos e no dia 1o de Janeiro Cuba comemorou 50 anos de Revolução.

O primeiro fato foi ignorado pelos meios de comunicação de massa brasileiros,o segundo foi relativizado e o terceiro, menosprezado. Com isso, editores e articulistas não foram capazes de enxergar a relação entre os três acontecimentos,reduzindo assim o prisma de suas análises e comprometendo suas coberturas jornalísticas.

Em primeiro lugar, é preciso enfatizar que não é todo dia que um país erradica o analfabetismo. Poucas são as nações que lograram este objetivo, mesmo entre aquelas economicamente desenvolvidas. Na Bolívia, 819.417 pessoas entre 15e 80 anos aprenderam a ler e escrever durante os 30 meses do Programa de Alfabetização, implementado com a ajuda dos governos cubano e venezuelano.Cuba entrou com o método “Yo, puedo”, além de médicos que realizaram 250mil consultas, 3 mil cirurgias de vista e distribuíram 210 mil óculos para a população. Por sua vez, a Venezuela doou 8 mil painéis de captação de energia solar para que o programa também pudesse ser implementado nas áreas desprovidas de energia elétrica. Assim, Bolívia se tornou o terceiro país latino-americano livre do analfabetismo, depois de Cuba (1961) e Venezuela (2005).

Para eliminar o analfabetismo na Bolívia, os três governos investiram o equivalente a 36 milhões de dólares. Esse valor se refere a todos os custos do programa,incluindo as doações, como os painéis solares venezuelanos, a assistência médica cubana e todo o equipamento áudio-visual. 36 milhões de dólares é menos do que os EUA enviam para Israel a cada três dias em armas e equipamentos de guerra, uma ajuda cujo valor total anual é de aproximadamente US$ 5 bilhões.

O ataque de Israel contra a Palestina deixou mais de 1.200 palestinos mortos e aproximadamente 5.000 feridos. A maior parte dos mortos eram crianças,mulheres e idosos. Milhares de palestinos estão neste momento desabrigados,sem alimentos, medicamentos e água corrente. Até um edifício da ONU foi atingido.Não há médicos suficientes para atender a tanta gente. Chefes de Estado do mundo inteiro classificaram a agressão israelense como “genocídio” ou “carnificina”e pediram um cessar-fogo imediato. A resposta do governo israelense veio pelo vice-ministro de Defesa Matan Vilnai: “Isso é só o começo”. O presidente eleito dos EUA calou, enquanto o governo estadunidense declarou que a matança“só vai parar quando o Hamas deixar de disparar mísseis contra Israel”.
Enquanto as corporações de mídia informavam ao público brasileiro que o genocídio cometido contra o povo palestino se tratava de um conflito de igual para igual entre o “grupo terrorista Hamas” e Israel, os cinqüenta anos da Revolução Cubana foram apresentados como uma “ditadura em declínio” (Folha de S. Paulo,30 de dezembro de 2008) de onde restou apenas “a memória de uma aventuraque se prometia gloriosa e a evidência de um desastre construído” (Estado de S. Paulo, 1o de janeiro de 2009). O termo “ditadura” também foi utilizado pela TV Globo para classificar o governo cubano. No mais, foram fartas as matérias enviadas de Havana, que naturalmente continham apenas os relatos dos que são contrários ao governo cubano.

Nesse sentido, a não publicação da erradicação do analfabetismo na Bolívia não foi apenas um lapso midiático, mas uma escolha editorial fundamental para a legitimação do sistema capitalista, mesmo às custas de uma gigantesca falha jornalística – que deveria se estudada em toda faculdade de comunicação que se pretenda séria. Se não, como poderiam explicar que um país socialista como Cuba, debaixo de um feroz bloqueio econômico, alcance a façanha de exportar um conhecimento capaz de dotar todos os cidadãos bolivianos da capacidade de ler e escrever? Como poderiam explicar que essa empreitada fora conquistada com o mesmo investimento de um punhado de bombas utilizadas para massacrar o povo palestino? E, mais difícil ainda: como explicar que a maior potência militar e econômica do mundo ainda tenha analfabetos em sua população?

Essas respostas jamais serão encontradas nas corporações de mídia porque sua simples publicação significa a negação de tudo aquilo que defendem. Pela mesma razão jamais reconhecerão a motivação capitalista (o saque às riquezas do Oriente Médio) no bombardeio à Palestina ou os projetos solidários internacionalistas de Cuba. Enquanto um é relativizado, outro é ignorado.

Os três eventos históricos que ocorreram entre 20 de dezembro e 1o de janeiro testemunham as infinitas capacidades do ser humano. Por um lado, a brutalidade desmedida, a violência, a agressão, a guerra, a morte. De outro, a cooperação,a solidariedade, a paz, a vida. Cabe aos povos e governos de todo o mundo decidir que caminho seguir em 2009 e nos anos seguintes.


(*) Marcelo Salles, jornalista, é correspondente da revista Caros Amigos em La Paz (Bolívia) e editor do jornal Fazendo Media (www.fazendomedia.com).

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

CONECIC/CORECIC


Esta foto reflete bem o atual momento do outrora Movimento Estudantil de Ciências Contábeis. Hoje não podemos considerá-lo como ME, não há bandeiras de lutas, não há renovação de pautas e as pautas existentes não são de Movimentos Estudantis. O MECIC, como é mais conhecido, está enfraquecido e enfraquecendo cada vez mais e de quem é a culpa disso, nossa é claro, nós que fazemos este "movimento" não enchergarmos a realidade tal qual ela se apresenta, vivemos de encontros e só para eles, enquanto o tempo passa perdemos a credibilidade dos estudantes e das próprias pessoas estão inseridas nesse dito "movimento".
É preciso problematizar a nossa realidade e desconstruí-la, trazê-lo pra mais próximo do estudante. Tomar consciência disso é o primeiro passo pra que imagens como esta não se repita.

*Foto da plenária dos Conselhos Nacional e Regional de Estudantes de Ciências Contábeis ocorrido entre os dias 16 e 18 de Janeiro de 2009 em Campina Grande - PB